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Misia Tavares da Cruz

Professora de música do campus Oeiras fala sobre a sua experiência com a música, fatos que marcaram a sua vida pessoal e profissional.
publicado: 05/07/2018 13h44 última modificação: 05/07/2018 15h31
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Apresentação na França

Paixão é um sentimento presente em tudo na vida da professora do campus Oeiras, Mísia Tavares. Aos 16 anos sua vida muda. Nesta época, decide se integrar ao grupo musical da Igreja e torna a música muito mais que entretenimento, passa a ser um projeto de vida já que em 2006 realiza o vestibular e ingressa no curso de Música da Universidade Federal do Piauí.

Na entrevista a seguir, a professora para conta sobre a sua experiência com a música, fatos que marcaram a sua vida pessoal e profissional.

1. Conte-nos um pouco da sua trajetória pessoal. Como foi sua infância?

Eu nasci em Teresina no dia 21 de março de 1979 numa família de quatro irmãos. A minha infância foi repleta de brincadeiras com meus irmãos como por exemplo: andar de bicicleta, subir em árvores, jogar bolinha de gude bem como brincar com os vizinhos de pega-pega, salve latinha dentre outras brincadeiras. As lembranças mais marcantes eram os passeios que fazíamos com meu pai a uma várzea do primo dele, chamávamos de "roça". Neste local nossa maior diversão era banhar de rio, correr na areia e comer as frutas de época.

2. Como iniciou sua aproximação com a música?

Minha primeira educadora musical foi a minha mãe, mesmo sem ela saber, pois gostava de ouvi-la cantar os hinos da igreja. Aos 16 anos, fui cantar no grupo da Igreja e em 2006 ingressei no curso de Música da Universidade Federal do Piauí.

3. Atualmente você é professora do Instituto Federal do Piauí. Como a docência chegou na sua vida?

Descobri que gostava de ensinar gradativamente, antes do término da graduação, nos anos de 2008 e 2009 quando que fui professora substituta na Secretaria Estadual de Educação do Estado do Piauí. No final de 2009, eu passei num concurso efetivo para professora estadual. Hoje, no IFPI, além de um grande sonho que se realizou ao me tornar professora da Instituição, tenho possibilidade de contribuir para que mais pessoas tenham acesso à música não somente como arte mas como linguagem passível de ser compreendida por todos.

4. Você participou de uma apresentação na França a convite da Universidade Federal de Campina Grande. Pode nos falar um pouco desta experiência?

O convite aconteceu através do professor Vladimir Silva que foi meu regente no extinto Madrigal da Universidade Federal do Piauí nos anos de 2007 a 2009 quando este era professor do curso de Música da UFPI. Atualmente é professor e coordenador do bacharelado na Universidade Federal de Campina Grande e regente do Coro de Câmara da UFCG.

Essa é nossa segunda viagem internacional. A primeira foi para cidade de Nova Iorque nos Estados Unidos onde fizemos a estreia da reescrita da Missa de Alçaçus, vinte anos depois na sua primeira versão agora para coro, solistas, percussão e piano. no Carnegie Hall no dia 26 de maio de 2017 .

Nesta segunda, estivemos na França, onde participei no período de 16 a 27 de maio de 2018 como cantora convidada do Coro de Câmara de Campina Grande/ PB.

O coro integra o projeto pedagógico e artístico sobre o tema: música armorial promovido pela Universidade Federal de Campina Grande, Universidade Federal do Rio Grande do Norte em parceria com os conservatórios franceses Conservatório Intercomunitário de Música / CRI Meuse Grand Sud na cidade de Bar-le- Duc e a Associação Si Par Hasard nas cidades de Gien e Orleans. Na ocasião aconteceu a uma série de concertos com a apresentação da Missa de Alcaçus do compositor Danilo Guanais/ RN sob a regência do professor Vladimir Silva/ PB

Tem sido uma experiência maravilhosa, tanto pessoalmente como profissionalmente, pois representar o Nordeste do Brasil com música de mais alto nível enche nosso coração de alegria. Agradeço a direção do IFPI – Campus Oeiras que possibilitou a nossa participação no projeto e sobretudo ao professor Vladimir Silva e ao compositor Danilo Guanais pelo convite.

Também quero destacar a importância da convivência com outra cultura e perceber que existe um elo que se chama música só nos inspira a prosseguir cantando e educando as pessoas musicalmente.

5. Atualmente você desenvolve algum projeto com música em seu campus?

Desenvolvemos um projeto de canto coral com alunos de ensino médio e pessoas da comunidade. No passado também tivemos um curso de flauta doce para crianças na faixa etária de 7a 11 anos.

6. Para finalizar, como você definiria a sua atividade no IFPI?

Sigo a missão de educar musicalmente aqueles que não tiveram acesso ao ensino formal de música e possibilitar conhecimento musical para que possam ter experiências fantásticas e arrebatadoras.