Você está aqui: Página Inicial > Área do Servidor > Entrevistas > Maria Lais Felix da Silva

Notícias

Maria Lais Felix da Silva

Laís Félix da Silva ingressou como docente, no Campus Floriano, em janeiro de 2018. Nessa entrevista, ela fala sobre a sua experiência como professora do curso técnico em Eletromecânica e dos projetos desenvolvidos na área de robótica.
publicado: 27/01/2020 16h02 última modificação: 27/01/2020 16h09

Na entrevista a seguir, Laís relata experiências marcantes vividas em sua trajetória pessoal e profissional, e fala sobre seu grupo de pesquisa em robótica e da participação do grupo no Mostratec que é uma feira de ciência e tecnologia realizada anualmente pela Fundação Liberato, na cidade de Novo Hamburgo no Rio Grande do Sul. Confira isso e muito mais na entrevista a seguir:

Maria Lais Felix da Silva

1 – Onde nasceu e como foi sua infância?
Sou do interior do Ceará e desde de muito pequena gostava de estudar, mas não tinha muito contato com a robótica. Na época do vestibular, escolhi estudar Mecatrônica Industrial pelo Instituto Federal do Ceará, por causa da falta de opções de cursos e da dificuldade financeira da minha família.

Maria Lais Felix da Silva

Quando comecei este curso, fiquei um pouco assustada, pois a maioria dos estudantes era do sexo masculino. No final do curso, restava somente eu de mulher e 16 homens. Tive muitas dificuldades em demostrar que tinha capacidade e conhecimento igual a um homem na área de Mecatrônica.

2 – Como foi sua escolha em se tornar professor?
Após a conclusão do curso superior em Mecatrônica, passei na seleção de mestrado em Engenharia Elétrica pelo Instituto Federal da Paraíba (IFPB). Nessa época, passei por dificuldades financeiras, pois morava em outra cidade. Tive professores que me incentivaram a não desistir e assim percebi o papel que o professor tem nas escolhas e motivações de seus alunos, às vezes ele é maior referência para seus discentes. Foi aí que nasceu a minha vontade em ser professora e assim poder instigar outras pessoas a realizar os seus sonhos.

Maria Lais Felix da Silva

3 – Como começou sua história no IFPI?
Sou professora do Campus Floriano há pouco mais de 2 anos. Atualmente, sou coordenadora do curso Técnico em Eletrônica e mentora do grupo TRIP (Turma de Robótica Inovação e Pesquisa). No ano passado, o nosso grupo participou da FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia) que é a maior feira de tecnologia do Brasil que envolve alunos do ensino. O evento ocorre na Universidade de São Paulo e tem o objetivo de incentivar a criatividade e a reflexão em estudantes da educação básica, através do desenvolvimento de projetos com fundamento científico, nas diferentes áreas das ciências e engenharia.

Maria Lais Felix da Silva

Na FEBRACE, os projetos são avaliados por professores universitários, pesquisadores da área, estudantes de doutorado e mestrado e, também, os parceiros do evento que, de acordo com suas áreas de interesse, concedem prêmios. O projeto, denominado “Sistema de auxílio para parada de ônibus para deficientes físicos e visuais”, de autoria do estudante Elias dos Santos Pereira Júnior, orientado pela professora Maria Laís Félix da Silva, ganhou prêmios em três categorias: 1 – Melhor Projeto do Piauí, concedido pelos organizadores do evento; 2 – Inovação e Diversidade Dow, conferido pela empresa Dow Chemical Company; 3 – Samsung Internet das Coisas, outorgado pela empresa Samsung Electronics Co. Ltda.

Maria Lais Felix da Silva

A proposta do projeto foi desenvolver um sistema que facilite a vida de pessoas com deficiências visuais e físicas, por meio de um aparelho eletrônico instalado nas paradas de ônibus, onde o deficiente, através de um cartão pré-cadastrado, poderá, autonomamente, selecionar a linha desejada. Imediatamente, o motorista terá a informação da parada e do tipo de deficiente que o espera.

4 – Vamos falar um pouco sobre a sua participação no Mostratec. O que esse evento traz de mais produtivo para nossa comunidade estudantil?
Desde de 2018, o grupo TRIP participa do Mostratec, evento que reune mais de 20 países e que promove integração entre as instituições de ensino, pesquisa e meio empresarial, possibilitando o desenvolvimento, aplicação e divulgação de novas tecnologias. Destina-se a apresentação de projetos de pesquisa em diversas áreas do conhecimento humano, realizados por jovens cientistas do ensino médio e da educação profissional técnica de nível médio.

Maria Lais Felix da Silva

Apresentamos o projeto na área de sustentabilidade que consiste no “Desenvolvimento de um indicador ácido-base com substrato de papel reciclado e antocianinas da folha de Cordyline Fruticosa (Dracena) no ensino da Química” criando um indicador de baixo custo para o uso no ensino e aprendizagem desta disciplina, além da conscientização dos recursos naturais.