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Marcus Linhares

publicado: 30/05/2019 17h09 última modificação: 30/05/2019 17h09

1 - Professor, gostaríamos de saber um pouco da sua infância e adolescência e resultados dessas vivências para sua vida atual.

Nasci em uma família de comerciantes. Passei a infância vivenciando negócios bons e ruins, empreendimentos de sucesso e de insucesso que são coisas normais em uma família de empreendedores.

Aos 14 anos tive minha primeira empresa, uma locadora de videogame. Aos 16 anos entrei para faculdade de administração (um curso desejado desde cedo por mim, que até parece óbvio para quem cresceu e vivia dentro de comércios), paralela à faculdade tinha uma banda de rock (Amigos do Vigia) que me fez viajar muito e vivenciar coisas incríveis que só o mundo da música proporciona.

Sou teresinense, e fui embora de Teresina aos 21 anos, quando fui fazer um MBA em João Pessoa - PB, onde morei por um pouco mais de 2 anos. Ao finalizar o MBA vivia conciliando a vida de professor e de músico até voltar a abrir um novo negócio, uma distribuidora de alimentos de marcas fortes, em seguida uma casa de show, tudo concomitante às atividades docentes.

Aos 24 anos fiz um mestrado pela UFPE com "Sanduíche"com a ULHT de Lisboa-PT e logo em seguida (2007) fui aprovado no concurso do Instituto Federal do Piauí - Campus Picos. Em 2016 finalizei meu doutorado e agora em 2019 finalizarei meu pós-doutorado. Sou pai de dois filhos e casado há 13 anos!

2 - Certamente, as atividades profissionais que possui hoje, resultaram de escolhas feitas durante o estudo. De que maneira se deu a escolha pela docência?

A escolha da docência veio na intenção de ensinar as pessoas a empreender, desde o primeiro dia como docente em 1999, já era em cursos da área de negócios ou de formação de empreendedores! Essa sempre foi minha área, desde a iniciação científica na graduação de Administração até hoje em dia no pós-doutorado.

E não foi o estudo formal que me deu as expertises, foi, na verdade, a vivência com o mercado. Os fluxogramas das instituições de ensino (sobretudo das áreas de negócios) não refletem as demandas ou necessidades de mercado, nem para quem quer empreender, nem para quem quer ser absorvido como mão de obra.

3 - O lançamento do livro C.H.O.Q.U.E. mostra a sua relação de trabalho e pesquisa com o empreendedorismo. Como iniciou essas atividades?

Todo meu arcabouço científico para o empreendedorismo vem desde a graduação, porém a ideia do livro C.H.O.Q.U.E. surgiu em 2005 quando fui realizar minha primeira atividade como consultor de empresas. Eu precisava ter um roteiro para ensinar o empreendedor a organizar suas ideias e sua empresa. Daí nasceu o C.H.O.Q.U.E., pois um empresário/cliente uma vez me falou que precisava dar um CHOQUE de gestão na empresa dele.

Daí veio o Insight. Jamais isso iria vir de um ambiente acadêmico, que na sua maioria não tem muito contato com o que realmente o mercado demanda.

Em 2006 criei o método e venho aperfeiçoando. Lancei o livro gratuitamente na internet e rapidamente viralizou. Atualmente, o Livro C.H.O.Q.U.E. foi lançado na versão impressa para Benvirá, um selo da Ed. Saraiva.

4 - Quais projetos vem sendo desenvolvidos nesta área no campus Picos?

O Campus Picos tem uma vocação para a Educação Empreendedora. Meus 03 prêmios nacionais de Educação Empreendedora foram derivados de ações desenvolvidas no Campus.

Atualmente, meu projeto é o NAVE - Núcleo Avançado de Educação Empreendedora, que fomenta as ideias de negócios dos alunos, transformando em Startups. O NAVE cresceu e atualmente atende também a comunidade externa com o formato privado de uma Aceleradora de Startups.

5 - Ao longo do período que você se encontra na Instituição, você acredita que a Instituição trouxe contribuições tanto para sua vida pessoal quanto profissional?

Sim. O IFPI sempre teve o perfil de formar profissionais que querem transformar o mercado. Isso é empreendedorismo. Como profissional, trabalhar no IFPI me trouxe a percepção contínua de que você pode ser empreendedor, mesmo que trabalhando num órgão público.

6 - Que outros momentos considera marcantes na sua vida que tenham relações com o IFPI? Quais?

A importância dos Institutos Federais para a Educação Brasileira só se concretiza se a instituição assumir realmente seu papel e identidade.

E o papel dos IFs não é similar ao das escolas tradicionais de ensino médio, assim como não é um papel similar a de uma universidade. O Papel dos IFs é o de desenvolvimento do Brasil. Formando talentos e cidadãos com percepção crítica dos cenários, com a capacidade de transformar o status quo e com comportamento de gerar riquezas através de uma capacitação prática e empreendedora.

Quando os IFs assumirem seu papel e identidade teremos a rede de instituição mais transformadora do Brasil.